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Arrecadação bate recorde em abril

Categoria: Economia
Publicado em 17 de maio de 2021

A Receita Federal registrou aumento real (descontada a inflação) de 45,2% na arrecadação tributária de abril, na comparação com o mesmo mês de 2020, totalizando R$ 156,8 bilhões, conforme dados divulgados ontem pelo Fisco. Foi o melhor resultado da história para o mês desde o início da série iniciada em 1995. O valor ficou acima das previsões do mercado, que giravam em torno de R$ 140 bilhões.
O volume recolhido pelo Fisco foi o segundo melhor do ano, abaixo apenas dos R$ 184 bilhões de janeiro, em valores atualizados pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPCA). No acumulado de janeiro a abril, a arrecadação cresceu quase 14% na comparação com 2020, somando R$ 608,5 bilhões, o melhor valor da série histórica atualizada pelo IPCA.
Os dados surpreenderam o mercado, e até o ministro da Economia, Paulo Guedes, que comemorou o resultado e ainda parabenizou os funcionários da Receita Federal durante a apresentação da análise do Fisco. Segundo ele, foi "uma surpresa extraordinariamente positiva". "A arrecadação é uma proxy para a recuperação da atividade e das empresas. A economia brasileira está acelerando. Temos visto revisões das projeções de crescimento da economia para cima", disse o ministro.

Guedes citou as recentes revisões do mercado que elevaram as estimativas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, mas reconheceu que, para elas serem confirmadas, é importante o sucesso da vacinação em massa. Nesse sentido, garantiu que a produção nacional será completa "em poucos meses".

Recolhimento

O chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita, Claudemir Malaquias, reconheceu que parte do forte crescimento da arrecadação de abril foi reflexo do adiamento do recolhimento dos impostos durante a pandemia no ano passado. A diferença no diferimento de tributos chegou a R$ 24,4 bilhões, praticamente a metade dos R$ 43,2 bilhões de incremento nas receitas administradas pelo Fisco sobre o mesmo mês de 2020, somando R$ 142,9 bilhões. Segundo Malaquias, mesmo descontado o diferimento e outros itens que não foram recorrentes, houve crescimento na arrecadação e, portanto, o resultado de abril "é positivo e consistente".
Diante do resultado de abril, Fabio Klein, economista da Tendências Consultoria, ratificou a projeção para o ano, que era de R$ 1,606 trilhão. "O número final deve ficar entre R$ 1,640 trilhão a R$ 1,670 trilhão. Esse intervalo na projeção final ainda reflete a incerteza quanto à consistência do desempenho da atividade econômica nos próximos meses, principalmente, considerando os impactos da nova onda da pandemia", destacou.

André Perfeito, economista-chefe da Necton Investimentos, destacou que a arrecadação já está um patamar acima do início da crise no acumulado em 12 meses, somando R$ 1,579 trilhão. "Os dados sugerem, em parte, a retomada da economia e vem se somar a outros indicadores melhores no mês de abril indicando um segundo trimestre mais robusto", afirmou. (RH).

Fonte:  CORREIO BRAZILIENSE - DF 
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