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Carros seminovos: as startups irão dominar esse mercado?

Categoria: Variedades
Publicado em 30 de agosto de 2021

Você já se deu conta de como as startups  tem crescido nos últimos tempos?  Guiadas por um contexto oportuno, plataformas digitais para a comercialização de seminovos têm atraído investidores e colocado recursos para conquistar brasileiros interessados em vender ou comprar um usado ou seminovo.

Empresas como  InfoMoney; Creditas; Volanty; InstaCarro; Kavak; Karvi e outras vem crescendo e investindo milhares de dólares nas plataformas digitais.

A compra digital de carros usados e seminovos existe há tempos na internet. Ela foi popularizada por plataformas como Webmotors, criada em 1995. As startups que surgiram nos últimos anos trazem novidades aos classificados digitais, a partir de diversos modelos de negócios. Algumas atuam como intermediadoras em troca de comissões. Outras preferem dominar a cadeia, comprando os carros para então vendê-los e absorvem a margem dessas operações. A transação desses veículos usados e seminovos pode envolver tanto pessoas físicas quanto jurídicas.

Mercado grande e em crescimento

Faz anos que o Brasil é um grande mercado de carros usados e seminovos. 11,4 milhões de automóveis do tipo foram vendidos apenas em 2020. Para os especialistas o mercado de usados e seminovos no país é de quatro a nove vezes maior do que o de carros novos, a depender do estado da economia. A relação entre esses mercados é inversa.
Segundo pesquisas, os carros com até dez anos de uso superam os carros zero quilômetro principalmente porque os consumidores conseguem acessar um segmento superior de automóvel com o mesmo orçamento.
A Kavak estima que o Brasil seja o terceiro maior mercado para usados e seminovos do mundo, atrás apenas da China e dos Estados Unidos. No primeiro semestre de 2021, os brasileiros procuraram muito mais os carros com até dez anos de estrada, e empreendimentos inovadores estão captando e investindo mais para aproveitar o momento. O emplacamento de usados e seminovos cresceu 81% nos primeiros seis meses de 2021, na comparação com o mesmo período de 2020. Foram 5.451.498 automóveis e comerciais leves do tipo emplacados na primeira metade deste ano. Mesmo comparando com o primeiro semestre de 2019, antes da pandemia, a alta foi de 6,4%.

A procura maior neste ano aconteceu porque os carros novos estão em falta, e os poucos que saem das fábricas custam mais. Em meados de abril de 2020, até 99% da produção das indústrias ficou paralisada. Esse problema vem se arrastando até 2021: fábricas chegaram a ficar fechadas temporariamente neste ano por problemas de produção. Uma consequência dessa procura por usados e seminovos são os valores maiores por eles. Os preços dos carros usados tiveram um alta de 13,04% no primeiro semestre de 2021, segundo um estudo da consultoria automotiva Kelley Blue Book Brasil (KBB). O estudo considera veículos que têm entre quatro e dez anos de uso.

O levantamento também traz a análise de preços dos modelos seminovos, aqueles que possuem até três anos de uso. E os números observados no segmento de seminovos reforçam a valorização que os carros usados vêm sofrendo neste ano. Entre janeiro e junho, a variação acumulada nesta categoria foi de 9,75%. O comportamento dos preços dos carros usados e seminovos neste semestre esteve em linha com o momento aquecido do setor. O aumento na demanda, tende a aumentar o preço dos carros e a normalização da produção está longe de acontecer.  Mesmo com a atual corrida por usados e seminovos, as startups não estão olhando especificamente para este ano – e sim para os dados históricos do setor. Ainda há um grande mercado para a digitalização

A internet vai substituir compras nas ruas?

A digitalização provocada pela pandemia e a maior demanda por usados e seminovos foram aceleradores para esses empreendimentos, que viram um contexto oportuno para captar investimentos e melhorar sua operação. Porém, os especialistas concordam que existe um obstáculo: o hábito de querer ver e testar os veículos.
O carro é um de valor aquisitivo alto, principalmente para as classes C e B. É pouco provável concluir um processo de venda cega considerando o comportamento do brasileiro, especialmente caso ele nunca tenha testado um carro do mesmo modelo antes. Vale lembrar que a pandemia está em suas fases finais. Todo mundo considera que será uma vida nova em 2022, mesmo que algumas restrições ainda continuem. Então temos de esperar ver como ficará esse mercado.
Vai ser um mercado mais digitalizado e o consumidor vai estar mais antenado com essas tecnologias, como herança da pandemia. Mas não será tão rápida essa transformação de gostar de tocar o carro para a venda 100% online. Para enfrentar esse obstáculo, as startups têm investido em canais físicos de venda.
O crescimento desses negócios também abre margem para a discussão sobre o interesse em uso sobre a propriedade. Para os especialistas ainda será preciso esperar para ver o comportamento do consumidor diante do carro próprio nos próximos anos.
Por fim, os especialistas afirmam que as startups só vão conseguir se diferenciar do mercado tradicional e entre si caso consigam conquistar a confiança do consumidor. A confiança também se dará olhando o preço pago ou pedido pelos carros sobre o das lojas multimarcas tradicionais. Existem dois públicos: o primeiro quer apenas se desfazer do veículo atual, enquanto o segundo tem a pretensão de comprar outro carro em seguida. O primeiro público é mais difícil de agradar, porque ele não está com pressa e vê a venda direta como forma de maximizar seu ganho. Já quem quer trocar de veículo quer se livrar logo do carro atual e conquistar o modelo desejado,
Fonte: Zero ao Topo
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