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JUROS E ENDIVIDAMENTO EM ALTA!

Categoria: Economia
Publicado em 01 de junho de 2021

Enquanto o desemprego no país bate recorde, atingindo 14,8 milhões de brasileiros em meio à pandemia, os juros cobrados nos empréstimos pelas instituições financeiras públicas e privadas voltaram a subir de forma generalizada, embalados pelo novo ciclo de alta da taxa básica da economia (Selic), iniciado em março pelo Banco Central. Com isso, ajudam a elevar o endividamento das famílias para níveis nunca antes vistos, enquanto a renda é corroída pela inflação que não dá trégua.

O custo do cheque especial para pessoa física, por exemplo, aumentou de 122,3% para 124,5% ao ano, entre março e abril, conforme dados do Banco Central divulgados ontem. Já os juros do rotativo do cartão de crédito passaram de 334,6% para 335,3%, na mesma base de comparação. Na média, as taxas de juros cobradas das pessoas físicas, considerando todos os tipos de operação, encerraram abril em 44% ao ano, o maior nível desde junho de 2020. Foi o quarto mês consecutivo de alta.

De acordo com o BC, o endividamento das famílias atingiu o patamar histórico, de 57,7% da massa salarial contabilizada em fevereiro. Esse percentual é o mais elevado desde o início da série histórica do BC, iniciada em janeiro de 2005, de acordo com o chefe do Departamento de Estatísticas, Fernando Rocha. Ele destacou que o comprometimento de renda ficou em 30,7%, em fevereiro deste ano. "O nível mais alto da série histórica foi 30,8% em novembro de 2020." Miguel Ribeiro de Oliveira, diretor executivo de Estudos e Pesquisas da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), explicou que o endividamento das famílias decorre do desemprego recorde. "Esse ambiente faz com que as pessoas tenham menos renda disponível, e, aliado à alta da Selic, o risco de crédito e os juros tendem a subir", observou. Segundo ele, os bancos estão preocupados, porque, daqui para frente, a inadimplência deverá aumentar e a tendência será de juros mais altos e crédito mais escasso.

A taxa média de inadimplência da pessoa física está estável em 2,9% há cinco meses, segundo os dados do BC. Luis Otávio de Souza Leal, economista-chefe do Banco Alfa, reconheceu, porém, que o endividamento elevado é um risco a ser considerado daqui para frente em um cenário de desemprego recorde. "A inadimplência está baixa, tanto para a pessoa física quanto para a jurídica, mas por conta das renegociações dos empréstimos realizados durante a pandemia", alertou. (Colaborou Fernanda Strickland, estagiária sob a supervisão de Odail Figueiredo) 335,3%ao ano Taxa média cobrada, em abril, no rotativo do cartão de crédito, segundo o Banco Central.

Fonte: Correio Brasiliense- DF
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