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TALIBÃN PODE AMEAÇAR FUTURO DOS CARROS ELÉTRICOS

Categoria: Variedades
Publicado em 26 de agosto de 2021


Nos últimos dias, o Afeganistão está no centro da geopolítica do planeta. Com a retirada das tropas dos EUA do país, o grupo extremista Talibã voltou ao poder ao tomar a capital, Cabul. A situação gerou uma crise humanitária sem precedentes, com milhares de afegãos tentando abandonar o país para fugir do Talibã.

Em meio à instabilidade social e política, surgiu uma nova dúvida. De acordo com análises do Departamento de Defesa americano, o Afeganistão possui reservas minerais que, juntas, somam mais de US$ 1 trilhão em valor. Entre esses minerais está o lítio, muito usado hoje para produzir baterias, desde as dos telefones celulares até as dos carros elétricos.

Atualmente, o Afeganistão exporta pouco lítio, em parte porque o mercado internacional prioriza os parceiros asiáticos, como a China, maior exportadora mundial. No entanto, é certo que a demanda pelo mineral vai crescer. A Agência de Energia Internacional prevê alta de 40% no consumo até 2040. Para completar, há outros minerais no Afeganistão que são de interesse do mercado, como o cobre e o cobalto.

“De fato, a China é um dos maiores produtores de lítio, ainda que você tenha países com reservas muito maiores que as dela, como Chile, Austrália e Argentina”, afirma Marcus Ayres, sócio-diretor da empresa de consultoria Roland Berger. “São países estáveis, que não devem ter choques econômicos da magnitude como estamos vendo no Afeganistão, o que deve dar alguma segurança ao fornecimento de lítio no médio prazo”, analisa ele.

Ayres afirma que as reservas do Afeganistão são interessantes no longo prazo, já que não havia previsão de serem mineradas no futuro próximo. Até por isso, países como Paquistão e China têm mantido certa neutralidade em relação ao que acontece em Cabul. “Eles reconhecem que uma posição antagônica ao Talibã pode ter consequências geopolíticas no longo prazo, então preferem se manter mais neutros nessa questão e se tornarem potenciais parceiros no futuro”, afirma.

Desde 2020, o mundo tem vivido uma crise na produção de eletrônicos e de veículos devido à escassez de chips semicondutores, causada em parte pela pandemia de covid-19. De acordo com Ayres, é possível que algo similar aconteça por causa do lítio. “A gente está falando de um horizonte de dez anos para termos uma demanda muito superior à quantidade de produção instalada ou prevista”, prevê ele.

“Não significa uma ameaça ao desenvolvimento da eletrificação como um todo, ou da mobilidade mais sustentável no mundo. Acho que isso significa que as tecnologias das baterias vão continuar a ser pesquisadas, vão precisar evoluir usando outros metais em complemento ao lítio, como já está acontecendo”, afirma ele, citando que outros combustíveis, como o hidrogênio e o etanol, são alternativas sustentáveis que permanecerão evoluindo em paralelo.
Fonte: Automotive Business
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